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Carlos de Moraes

O professor Carlos de Moraes nasceu na pequena cidade sul-mineira de Cabo Verde, a 11 de agosto de 1891. Freqüentou a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde, aos vinte anos, lecionava português e francês para sustentar seus estudos, sustados quando tinha cursado até o terceiro ano, por absoluta falta de meios para seguir o curso até a formatura. Em 1916, por concurso então realizado pelo Governo de Minas Gerais, obteve o primeiro lugar na classificação geral, sendo designado para lecionar a matéria na recém-formada Escola Normal de Ouro Fino. Aqui se casou com a jovem Lupércia de Fonseca Moraes, de tradicional família ouro-finense, filha de  Júlia de Miranda Fonseca e de Francisco Ribeiro da Fonseca,  “seu Chicó", fundador do Educandário que leva o seu nome e que trouxe o primeiro cinema para a cidade, então com 9 mil habitantes. 
Durante cinqüenta anos exerceu o professorado, lecionando português e francês, deixando dois trabalhos inéditos: Regras de Gramática e Verbos e Advérbios. Teve como alunos, entre outros, Ranieri Mazzilli, ex-presidente da Câmara Federal e presidente da Republica em eventualidades; Nero Macedo, ex-secretário de Estado; Fernando Sabino, conhecido escritor brasileiro; Euzébio Sayão, ex­deputado federal por Goiás; Mauro Tomazzini, sacerdote faz pouco falecido e conhecido mestre da Última Flor do Lácio, Inculta e Bela, como bem disse Olavo Bilac. Exerceu o idioma luso no Colégio São José, de Pouso Alegre e foi também professor do saudoso professor José Guimarães, aplaudido historiador brasileiro. 
Em 1934, foi transferido para Uberaba, ainda como professor de português, onde exerceu o cargo de inspetor federal da novel Universidade do Triângulo Mineiro, fundada pelo ouro-finense Dr. Francisco Mineiro Lacerda, educador e coronel da Policia Militar, na qualidade de doutor em Medicina. Em Uberada, teve como alunos, Urbano Lóis, conhecido inovador da tevê nacional; Mário Palmério, ex­-embaixador brasileiro e autor de livros como O Chapadão do Bugre e que pertence à Academia Brasileira de Letras. 
Carlos de Moraes foi conhecido como excelente orador. Exerceu ainda a profissão de delegado de Policia e deixou seu nome ligado à imprensa local. Foi ainda professor em Campinas e integrou o grupo de mestres no Colégio Arquidiocesano Campineiro. 
Faleceu em São Paulo a 5 de dezembro de 1950 e foi sepultado em Ouro Fino, que considerava sua terra natal. 

© 2016 (Página beta) por Academia Ouro-Finense de Letras e Artes

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